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Últimas notícias sobre a guerra da Rússia x Ucrânia


O quarto dia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou com a escalada de tensão em Kharkiv, localizada a cerca de 480 quilômetros da capital Kiev e a segunda maior cidade ucraniana. O domingo também ficou marcado pelo anúncio do governo da Ucrânia informando que concordou em negociar um possível cessar-fogo com a Rússia.


A decisão aconteceu poucas horas após o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, criticar a escolha por Minsk, capital bielorrussa, para sediar o encontro entre as partes.


Durante a madrugada de domingo, um gasoduto pegou fogo na cidade de Kharkiv após um ataque russo. De acordo com fontes oficiais do governo da Ucrânia, o incêndio não se trata de um ataque nuclear. As explosões formaram um cogumelo de fumaça semelhante a esse tipo de ofensiva.

À noite (horário local), o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que a cidade estava cercada e que uma evacuação de civis não seria possível. "Estamos à beira de uma catástrofe humanitária", disse o chefe da capital ucraniana para agência Associated Press. Desde sexta-feira (25), os soldados russos tentam invadir a cidade.


Em Vasylkiv, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul de Kiev, autoridades ucranianas confirmaram que houve explosões na região que atingiram uma refinaria de petróleo durante a madrugada (horário local). Com os novos bombardeios, o céu de Vasylkiv foi iluminado por chamas e uma coluna de fumaça pôde ser observada na região.

Confira até agora o que se sabe sobre os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia

  • Nas primeiras horas do dia na Ucrânia, o governador de Kharkiv, Oleh Sinegubov, alertou a população para os fortes combates que acontecem na região, com intensas trocas de tiros entre russos e ucranianos. Ele pediu que os moradores se protejam. Mais tarde Sinegubov disse que os soldados ucranianos renderam "dezenas" de militares russos. O prefeito divulgou fotos de seis combatentes russos capturados.

  • O governo da Ucrânia concordou neste domingo (27) em ir até a fronteira do país com Belarus para negociar um possível cessar-fogo com a Rússia, poucas horas após o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, criticar a escolha por Minsk, capital bielorrussa, para sediar o encontro entre as partes.

  • Na parte da noite, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que a cidade estava cercada e que uma evacuação de civis não seria possível.

  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que o exército russo coloque em alerta a força de dissuasão russa, equipada com armas militares.

  • Putin voltou a aparecer publicamente pela primeira vez desde sexta-feira (25). Ele fez um breve pronunciamento em rede nacional de TV e chamou novamente a guerra contra a Ucrânia de "operação especial".

  • Em um pronunciamento feito nas redes sociais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia atacou casas, jardins de infância e ambulâncias. "Eles lutam contra todos os seres vivos", afirmou.

  • A OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou os hospitais da Ucrânia podem entrar em crise porque estão com níveis de oxigênio "perigosamente baixos".

  • O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu ajuda de voluntários estrangeiros para enfrentar a Rússia no campo de batalha. "Juntos, derrotamos Hitler e derrotaremos Putin", disse.

  • Na noite de ontem (madrugada, no horário de Brasília), um menino de seis anos morreu após um ataque da Rússia à capital Kiev. Ele já chegou morto ao hospital. Dois adolescentes e três adultos ficaram feridos.

  • A guerra entre Ucrânia e Rússia deixou centenas de mortos, com pelo menos 352 civis entre as vítimas fatais, e 368 mil refugiados, informou a ONU (Organização das Nações Unidas), neste domingo.

  • Em meio ao acirramentos dos combates, um vídeo obtido pelo UOL mostra o momento em que tropas russas são abatidas no distrito de Malina, a 100 km de Kiev.

  • Após Vladimir Putin anunciar que colocará em alerta a "força de dissuasão" do exército russo, que pode incluir um componente nuclear, a Ucrânia, os EUA e a Otan repudiaram a atitude do político. O premier britânico, Boris Johnson, apontou que Putin busca desviar atenção ao ativar seu poderio nuclear, mas Belarus, aliado de Moscou, acendeu o alerta ao retirar o veto a armas nucleares de sua constituição.

  • Ainda incapaz de tomar Kiev, as tropas russas seguem assumindo o controle de outras cidades ucranianas, a exemplo de Berdyansk, na costa sul do país, que foi tomada pelo exército da Rússia, segundo o prefeito local, Oleksandr Svidlo.

  • Com medo dos confrontos, dezenas de milhares de ucranianos estão migrando para países vizinhos, com filas que a chegam a 15 km nos pontos de fronteira. Um dos destinos mais procurados é a Polônia, mas estrangeiros na Ucrânia têm relatado dificuldades causadas pelas autoridades para cruzarem a fronteira com o país europeu. Em meio a esse cenário, os EUA pedem que seus cidadãos consideram deixar a Rússia "imediatamente".

  • Hoje, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que o Brasil permaneça com uma posição neutra em relação à guerra, mas opinou que Vladimir Putin não quer um massacre.



Por UOL Notícias


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