• Gileade Oliveira

Farinha de Bragança ganha Indicação Geográfica


O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu o registro de Indicação Geográfica (IG), na espécie Indicação de Procedência, para a farinha de mandioca da região de Bragança (farinha de Bragança), que engloba os municípios paraenses de Augusto Corrêa, Bragança, Santa Luzia do Pará, Tracuateua e Viseu.


Agora, o Pará passa a contar com quatro IGs já reconhecidas. Em janeiro de 2019, o cacau do município de Tomé-Açu recebeu o registro e em março deste ano, o queijo do Marajó recebeu a indicação. Além disso, Pará e Amazonas dividem a IG do guaraná da terra indígena Andirá-Marau.



O registro de Indicação Geográfica é dado a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. A relação entre Bragança e a produção de farinha de mandioca é antiga e muito tradicional. Bragança é a maior referência na produção de farinha.



Técnicas tradicionais, desde a colheita da mandioca à torra, fazem da farinha de Bragança um patrimônio da gastronomia, crocante, leve e saborosa. De acordo com documentação apresentada ao INPI, Bragança produz entre 800 e 850 toneladas de farinha de mandioca por mês e possui cerca de nove mil produtores locais. A produção tradicional feita por famílias nativas da região, acrescenta valor e reconhecimento nacional e internacional.


Por Bianca Teixeira

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