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Indígenas denunciam ameaças após a morte de três caçadores na reserva Parakanã

Os três estavam desaparecidos desde o dia 24 de abril, quando saíram para caçar. A Federação dos Povos Indígenas do Pará denunciou que os indígenas da região de Novo Repartimento estariam sendo alvo de ataques nas redes sociais.



Muitas pessoas acompanharam o velório e o enterro dos três caçadores no fim da noite de domingo (01).


“É um momento de angústia, dor e desespero. Eu peço que nos ajude, para que tenhamos Justiça por esses rapazes”, disse Aline Teixeira, irmã de uma vítima.

Mais cedo, centenas de moradores protestaram por Justiça nas ruas de Novo Repartimento, cidade no sudeste do Pará, onde as vítimas moravam.


“Eu vi o que a população fez na passeata, é de dar dó. Ele não está junto, do meu lado, mas está no meu coração. É triste para um pai”, afirmou Sebastião Câmara, pai de uma vítima.

No último sábado (30), uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal encontrou os corpos de William Santos Câmara, José Luiz da Silva Teixeira e Cosmo Ribeiro de Sousa dentro da Terra Indígena Parakanã. Eles estavam enterrados em covas rasas, cobertas por folhas, em uma área de mata fechada. Os três estavam desaparecidos desde o dia 24 de abril, quando saíram para caçar.


A Polícia Federal ainda não disse quando vai concluir o laudo sobre a causa das mortes. Informou apenas que está trabalhando, da forma mais rápida possível, para esclarecer as circunstâncias e os responsáveis pelo crime.


O Estatuto do Índio, uma lei federal, proíbe a qualquer pessoa estranha às comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutos, assim como atividade agropecuária ou extrativista dentro dos territórios.


A Funai disse que acionou os órgãos de segurança assim que soube do desaparecimento dos caçadores e que repudia qualquer forma de violência e conduta ilícita.


A Força Nacional informou que está na região da Terra Parakanã para garantir a segurança.


A Federação dos Povos Indígenas do Pará manifestou solidariedade às famílias das três vítimas e denunciou que o povo Awate-Parakanã estaria sendo alvo de ataques nas redes sociais. Ainda segundo a federação, profissionais de saúde que atuam na Terra Indígena saíram do local com medo de represálias.


“Repudiamos mais uma vez qualquer ato de violência contra qualquer ser humano que seja. Exigimos que o território do povo Parakanã seja protegido dessas ameaças e de qualquer ato, qualquer atrocidade contra o povo Parakanã”, disse o coordenador da Federação dos Povos Indígenas do Pará, Ronaldo Amanaye.

Por G1

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