• Gileade Oliveira

Um peso, duas medidas e uma pandemia de enlouquecer

Atualizado: Ago 3

Multidões sedentas de diversão, salas de aulas no vazio do distanciamento

Segunda, 02 de agosto de 2021


Complexo, confuso, normas que não se aplicam para muitos mas valem para outros. Essa é a desgastante e já saturada guerra provocada pelo Covid-19, entre o “pode e não pode”, o “tá valendo”, contra os que precisam fazer valer seus direitos mas são impedidos pelos mesmo governantes que chancelam o “libera geral”. Confuso não é mesmo? Pois é... o que se viu durante o badalado mês de férias dos paraenses, com certeza irá trazer sérias consequências para aqueles que ficaram em casa, mas tiveram que receber de volta “a galera” que lotou as praias, os shows “maravilhosos” e educativos por dias e dias neste mês de julho que já se foi.

Mas e a tal da pandemia? O vírus? O Corona? Você já ouviu falar que acabou? Olha certamente “deu um tempo”, “uma trégua” para geral se divertir, aglomerar e desafiar o oponente mortal que não se encara de frente.

Mais de 243 mil pessoas estiveram nas praias exuberantes de Salinas, no nordeste paraense, nas duas primeiras semanas de julho. O número é seis vezes o tamanho da população do município de Salinópolis, estimada em 40 mil habitantes.



Só para relembrar e refrescar a curta memória dos leitores, o Pará contabiliza 573 mil casos da Convis-19, sendo 16.057 mortes. Durante o mês de julho (auge das férias paraenses) o governado do estado Helder Barbalho flexibilizou as medidas restritivas no combate à pandemia, permitindo assim que praias e balneários do estado pudessem ter lotação máxima.

As medidas de flexibilidade também abriram espaços para shows em diversas cidades litorâneas, principalmente nas cidades banhadas pelo oceano no nordeste do Pará.

Um evento promovido pela prefeitura de São João de Pirabas, no Pará, reuniu centenas de pessoas sem máscaras e aglomeradas. O evento contou, inclusive, com a presença da prefeita da cidade, Kamily Araújo.

Mas, e a volta às aulas? Porque não pode? Será que é mais perigoso alunos em salas de aula, devidamente organizados e não aglomerados estudando, do que a geral que foi para os shows do João Gomes? (nada contra o artista) Ou será que as aulas não podem voltar, devido tanta gente irresponsável que não se preveniu durante “as férias” e agora corre o sério risco de estar contaminado e assim contaminar nossas crianças em sala de aula?

Nos últimos sete dias das férias, foram confirmados 77 novos casos de Covid-19 e 3 óbito, houve também o registro de 579 casos e 3 óbitos ocorridos em dias anteriores. Há... essa pandemia é um pandemônio travestido de “vai lá, não tem nada a ver, é só uma curtição, você já até se vacinou!” Por falar em vacina, a ilusão de quem já tomou e se sente “poderoso” é incrível...


Gileade Oliveira


Um peso, duas medidas, e você o que opina sobre essa reflexão?



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